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RIO DE JANEIRO: Ah, mas se Rayanne fosse branquinha, lourinha, patricinha, de olhos claros e riquinha da Zona Sul carioca…

26 de dezembro de 2016 1 comentário

Rayanne Christini em reprodução do Facebook (O Dia)

Até o Papa seria chamado a intervir.

O Fantástico já teria passado os últimos domingos em pânico e o lixo chamado Veja já teria feito nova capa derramando sangue.

Mas Rayanne Christini era negra, pobre e morava na Baixada Fluminense. Tinha 22 anos e estava grávida de sete meses. Então seu sequestro em plena Central do Brasil não mereceu destaque na capa dos portais de notícias dos maiores grupos de comunicação do país – aqueles mesmos que comandam mais um golpe de estado no Brasil.

Não mereceu destaque porque Rayanne não era branquinha, lourinha, patricinha, de olhos claros nem foi sequestrada em Ipanema.

Foram mortos ela e seu bebê.

Com requintes de crueldade.

A notícia que você não viu na capa do Globo.com nem no UOL pode ser acompanhada pelo link a seguir do portal do jornal O Dia, que denunciou o caso desde seu início e solicitou informações ao pé de cada texto publicado:

Grávida desaparecida na Central do Brasil é encontrada morta

Não é a primeira vez que isso acontece. Nem a segunda. Nem a trigésima-quarta. Ou a centésima. Isso é padrão do “grande” jornalismo patronal brasileiro. A História registra isso. Basta pesquisar. A violência no Rio de Janeiro só começou a chocar a chamada grande mídia quando bateu às portas de quem tem grana, de quem tem “nome”. Continue lendo…

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BRASIL ► Para não esquecer: a reportagem de abril da CNN que transtornou o PIG (Partido da Imprensa Golpista)

6 de setembro de 2016 Deixe um comentário

golpeÀs vezes acontece isso. Quando os queridinhos americanos jogam óbvias verdades (quando querem eles são capazes disso) na cara em formato de bom jornalismo (quando querem eles são capazes disso também, e com muita competência) que ferem os interesses do famigerado como PIG (Partido da Imprensa Golpista), os mundos Globo e Abril caem de cima de seus tamancos.

Foi como aconteceu no caso do editorial do New York Times de 13 de maio. Como publiquei aqui.

Isso porque esse povo metido a elite fica literalmente de quatro para o mundo imperialista (perdão pela imagem chula, mas adequada). Eles abanam o rabinho querendo agradar o tempo inteiro.

Como disse alguém, é gente que viaja para passar duas horas e meia em uma fila de brinquedo na Disneylândia com um sorriso estampado no rosto, mas que abre a boca para reclamar se precisar esperar 15 minutos por qualquer coisa no Brasil.

Até porque aqui eles gostam de prioridade, de privilégio. Continuar lendo…

BRASIL ► Lula: “A Globo na campanha presidencial de 2014 dedicou mais tempo dando manchetes contra a Dilma do que a duração de uma partida de futebol”

6 de outubro de 2014 Deixe um comentário

atenção_manipulacaoNo site Carta Maior, Saul Leblon publicou o artigo “Lula aos indecisos: como era o Brasil antes do PT?”.

Obviamente, concordo com o escrito e o link original do texto é este aqui.

Dali tomo a liberdade de extrair trechos do discurso do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva sobre a “isenta” participação da Rede Globo na cobertura das eleições deste ano, começando pelo que intitula este post:

“A Globo na campanha presidencial de 2014 dedicou mais tempo dando manchetes contra a Dilma do que a duração de uma partida de futebol.”

Continuar lendo…

RIO DE JANEIRO ► Eles são bobos assim mesmo ou vale tudo pela audiência?

26 de novembro de 2010 Deixe um comentário

O que mais me causou espanto durante os violentos eventos de ontem, quinta-feira, no Rio de Janeiro, foi a incrível participação das emissoras Globo e Record na cobertura do conflito.

Eu não conseguia acreditar: “Será que esses idiotas não percebem que as imagens aéreas dos helicópteros de reportagem só servem para orientar os traficantes?”

Bom, servem também para fazer sensacionalismo e chamar a atenção do telespectador.

Ou seja: a imagem que passa é que, para a Record e para a Globo, vale tudo pela audiência, mesmo que isso cause danos à sociedade.

Ao menos ontem foi assim.

Me espanta não haver um diretor nas emissoras com consciência o suficiente para saber que as imagens dos helicópteros com a movimentação das forças policiais orientavam a estratégia de defesa dos bandidos.

Ou será que é falta de discernimento mesmo, de um mínimo de inteligência?

Os policiais do Bope gesticulavam lá de baixo para os helicópteros pedindo que se afastassem da área e… nada.

Enquanto isso, os traficantes agradeciam. Provavelmente, rindo até.

Ontem, Globo e Record prestaram apenas um grande desserviço ao Rio de Janeiro.

Hoje os helicópteros da imprensa foram proibidos de voar sobre a área de conflito.

Menos mal.

IMPRENSA ► Eufemismo padrão global: “Ibope: Dilma tem 51% das intenções, e Serra registra 25%”

17 de setembro de 2010 Deixe um comentário

Quem trabalha com texto, especialmente jornalismo, é naturalmente mais atento a certas sutilezas da mídia. No caso, nem tão sutis assim.

A chamada principal do portal Globo.com na noite de 17 de setembro estampou: “Ibope: Dilma tem 51% das intenções, e Serra registra 25%”. Não havia como não publicar, afinal, o Ibope faz a pesquisa para a Rede Globo. Mas a sutileza do título mostra o desespero de quem vê a derrota mais próxima pesquisa a pesquisa.

O gráfico da própria TV mostra claramente: enquanto Dilma Rousseff manteve-se com seus 51% das intenções de voto da pesquisa anterior, José Serra caiu dois pontos, oscilando de 27% para 25%. Marina Silva, por sua vez, subiu de 8% para 11%.

Ora, o bom jornalismo, o jornalismo competente e imparcial – sei que não cabem as duas palavras juntas na mesma frase que Rede Globo, “O Globo” e Globos afins – interpreta com facilidade que o fato foi a queda de José Serra.

A manchete, óbvia, seria qualquer coisa que mencionasse essa queda do segundo candidato com maior intenção de votos, algo tipo: “Aumenta a diferença de Dilma para Serra, aponta pesquisa Ibope”.

Não há como fugir muito disso, porque, apesar de um certo juiz achar que qualquer um possa ser jornalista, o jornalismo tem padrões e técnicas elementares. Mas, claro, falo do bom jornalismo.

Fora que não me lembro de algum dia ter visto o o uso do verbo “registrar” em manchete de pesquisa eleitoral. Jornalisticamente, muito mal usado. Fraco. Sem falar naquela vírgula, totalmente fora de propósito

Para completar, o texto da matéria no portal é patético, um exemplo para os anais do mau jornalismo, como aquele editorial do “O Globo” saudando o golpe de 1964, pois simplesmente ignora as variações de uma pesquisa para outra. Ora, bolas: de que adianta pesquisa se você não comparar? Melhor nem publicar, então. Justiça seja feita, a matéria da TV não está assim, dizendo logo na cabeça que aumentou a diferença de um candidato para outro.

Enfim, é minha opinião.

POLÍTICA ► A democracia em jogo: José Serra escancara a ameaça à liberdade de imprensa tucana

17 de setembro de 2010 2 comentários

Não imaginei que ficaria postando posts e mais posts sobre política assim, mas há no ar uma óbvia tentativa de golpe que faz com que todos fiquemos atentos e a postos para que nossa democracia não seja violada. Eu, modestamente, faço minha parte, até porque não sou muito bom em ficar calado.

Durante entrevista à jornalista Márcia Peltier na CNT, Serra literalmente deu um chilique ao ser questionado sobre fatos que “O Globo”, “Folha”, “Estadão” ou “Veja” jamais mencionariam. Como a óbvia contradição em que cai ao dizer que não sabia do crime de vazamento de dados da Receita, descoberto e denunciado em 2009 e que vitimou , inclusive, o presidente Lula e seus familiares. Mas isso não deu manchetes no PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Serra só quer responder às perguntas levantadas por seus aliados. Sabe, no vôlei, aquela bola levantada na ponta de rede para o melhor atacante bater sem bloqueio? Ou pênalti cobrado com o goleiro vendado e mãos amarradas? Pois é.

Para azar de José Serra, porém, deu matéria no SBT, com direito a depoimento do próprio Serra, que se mostrou ofendidíssimo quando Márcia Peltier tocou no assunto. Além de ofendido, mostrou-se completamente desqualificado para o cargo de presidente. Alguém já imaginou se Lula reagisse assim às agressões diárias que recebe durante todo seu mandato daqueles veículos de imprensa que sempre estiveram ao lado do poder agora sofrem por não consegui-lo de volta?

Depois do vexame, ainda levou a fita com a gravação da grotesca atitude. Segundo a CNT, a própria emissora “ofereceu” a fita ao candidato. Ruim para Serra, pelo conjunto da obra, pior para a emissora, que acabou dando um exemplo de como se comporta uma imprensa colaboracionista.

Mas a História está feita. Foi o ato mais negativo protagonizado por um candidato à eleição majoritária brasileira e que revelou todo despreparo e desespero de um candidato sem propostas e, pelo visto, também sem respostas.

Abaixo, Serra na matéria do SBT de 2009. Depois, dando pití na CNT por alegar que não sabia do crime sobre o qual comentara na emissora de Sílvio Santos.

Na verdade, a atitude de Serra apenas espelha o que foram os anos Fernando Henrique Cardoso à frente do Brasil, anos em que qualquer denúncia contra o governo era imoralmente arquivada pelo engavetador geral da República, Geraldo Brindeiro. Espelha, ainda, a maneira de agir da mídia que o apoia, muito mais combatente na batalha por sua eleição do que seu próprio partido.

É minha opinião.