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Posts Tagged ‘HBO’

BRASIL ► Casa grande e senzala: até quando este país vai ser reduzido a uma fazenda de engenho colonial?

O vídeo a seguir, distribuído no YouTube pelo canal da HBO Brasil, é do novo programa de Gregório Duvivier.

Uma mordaz lição sobre a cidadania/democracia/igualdade às avessas praticada no Brasil por quem detém o poder e que levou o nome de “Direito ou Privilégio?”.

Mas pode chamar de “Casa Grande ou Senzala?”.

E aí? Onde você se enquadra?

Ou melhor: onde você acha que eles enquadram você?

Na casa grande ou na senzala? veja o vídeo…

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TELEVISÃO ► A Estranha História de “Não Pergunte, Não Fale”

12 de março de 2012 2 comentários

O HBO é um canal que vai muito além dos filmes que exibe. Aliás, filmes muito dos meia-bocas, como seus pares do Telecine Premium, Touch, Action ou Pipoca.

O que difere o HBO da concorrência são os documentários que produz.

Outro dia vi o excelente “A Estranha História de ‘Não pergunte, Não Fale'”

A sinopse de divulgação do distribuidor do documentário em DVD:

A turbulenta evolução da legislação DADT: Da proibição de homossexuais durante a Segunda Guerra Mundial ao “Não pergunte, não conte” de 1993 que obrigou os soldados a mentirem sobre sua sexualidade.

Homossexualismo existe desde que a humanidade é… humana. Normal. Não há como se considerar o contrário, pois fatos são fatos. E homossexualismo em forças armadas existe desde que existem… forças armadas. Continuar lendo…

TELEVISÃO ► HBO, “O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas” e a síndrome do roteirista frustrado

24 de janeiro de 2011 4 comentários

Já escrevi algo sobre o filme totalmente anos 80 “O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas”. Foi neste post aqui.

O que esqueci de registrar foi algo que lembrei ontem, assistindo à obra de Joel Schumacher pela enésima vez, desta vez com minha esposa, sob o pretexto de que a Fernanda ainda não o tinha visto. Sabe como é, o tal conflito de gerações, coisas a que estão sujeitos casais com razoável diferença de idade. Neste caso, conflito cinematográfico.

O lance é que o filme, exibido na HBO, estava dublado. E o primeiro ponto negativo é algo que também já registrei neste espaço particular, a proliferação de falsos canais de cinema nas TVs por assinatura.

Veja você que a HBO, um canal de “cinema”, exibe o filme apenas dublado, sem opção de áudio original e legendas. Coisa muito televisiva e pouco cinematográfica, não é?

Pois bem. Para piorar, a dublagem é a mesma de décadas atrás. Décadas mesmo. Já havia visto há muitos anos o filme dublado e a dublagem era a mesma. Leia mais…

TELEVISÃO ► Como está difícil ver cinema na televisão…

24 de dezembro de 2010 Deixe um comentário

Eu imagino que logo, logo as TVs por assinatura enfrentarão uma crise sem precedentes, que as obrigará a mudar totalmente o seu atual modo operacional.

Modo operacional atual que se caracteriza pelo total comercialismo e amplo descaso com a qualidade de seu trabalho e com o consumidor.

O maior exemplo disso pode ser visto nos canais ditos de cinema.

O melhor deles, em minha opinião, sempre foi o Eurochannel. Mas o Eurochannel entrou numa fase terrível em que as legendas apareciam quando queriam, normalmente fora de sincronia. Para piorar, as imagens quase sempre estavam anamórficas – aquelas em que as pessoas ficam esticadinhas na vertical, parecendo longilíneos seres de outro planeta. Irritante. Daí acabou sumindo da Sky e da Net e hoje não tenho como assistir. Rogo que tenha superado esses problemas, porque sua programação é de primeira.

Os canais Telecine sempre foram meio farofa, com a exceção do Telecine Cult. Aliás, já começavam mal por conta dos diversos nomes que foi recebendo, em especial a injustificada alteração dos nomes nacionais para estrangeiros. O que justifica mudar de Telecine Ação para Telecine Action?

Pois bem, o Cult ainda é um bom canal, com ótimos e interessantes filmes, aqueles que fogem ao padrão cinemão americano. As legendas já foram melhor cuidadas, mais ainda é uma bela opção. Os demais ficam na média, com dois ou três gravíssimos agravantes para o cinéfilo.

Primeiro, dos seis canais Telecine, mais o Megapix, está cada vez mais difícil a opção assistir a um filme com som original e legendas. O básico para o assinante de um canal dito de cinema. O lance é que, além do Pipoca e do Megapix, horários de outro canais exibem filmes dublados sem a opção do som original com legendas. Algo absolutamente lamentável e que me faz, como cinéfilo, desqualificá-los como canais de cinema. Não são. São apenas canais de filmes TV aberta travestidos em canais de assinatura. Com a ressalva, ainda e felizmente, ao Telecine Cult.

Depois, há intervalos comerciais. Como disse, “são apenas canais de filmes TV aberta travestidos em canais de assinatura”.

Incrivelmente, após o advento do HD, as transmissões para os canais “normais”, que não são em HD, cada vez mais estão anamórficas. Impossível assistir. Particularmente, não há filme que me faça assistir àquelas imagens esticadas. Falta de respeito ao assinante é isso.

Por fim, como tempo parece ser cada vez mais dinheiro, é preciso ter visão felina para acompanhar os créditos de um filme exibido nesses canais. Eles costumam passar a supervelocidade para que acabem logo e possam ser exibidos mais comerciais. E ai de você se quiser saber o nome do ator que interpretou aquele personagem ou da música que emocionou naquela cena…

Nos canais HBO, a situação melhora um pouco. Bem até. Mas não sem ressalvas. A começar pelos próprios canais HBO originais (HBO 1 e 2), bem semelhantes ao padrão Telecine. Ao menos, sem intervalos e sem aceleramento da imagem durante os créditos. Mas a programação é bem parecida, apesar do brilho que série próprias lhe conferem.

Os canais que mais curto da HBO são os Cinemax, em especial o Prime. Bons filmes, muitos independentes ou de fora de Hollywood. Mas há problemas no paraíso – e graves. E por conta das legendas.

Não sei que diabos fizeram com o sistema de legendagem dos canais HBO, em especial, os Cinemax, que estava tornando impraticável assistir a um filme com legendas sempre fora de sincronia e desaparecendo a cada distante, a ponto de você torcer a cada sonora para que a legenda apareça logo. Justiça seja feita, a coisa deu ma pequena melhoradas de um tempinho para cá, mas a prova dos nove eu vou tirar nas férias, quando terei mais tempo para assistir a uns filminhos.

De quebra, vale o registro de que já há faixas de horários nos canais HBO com filmes dublados sem oferecer a opção do som original com legendas. R-i-d-í-c-u-l-o.

Fora o problema das sinopses dos filmes na grande maioria dos canais, como já postei aqui e aqui.

Por essas e outras, não me surpreenderei se, com o contínuo advento da banda larga pelo país e a popularização das transmissões em streaming, esses canais de cinema das TVs por assinatura acabarem num buraco sem tamanho.

O que seria bem justo, até.

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TELEVISÃO ► Dá pra rolar mais respeito com o assinante aí?

25 de setembro de 2010 1 comentário

Televisão é um troço legal. Sempre gostei. E como profissional da área da comunicação, não há como não ver, até para saber o que é feito por aí. E “por aí” me refiro a produções de todo o mundo e de todos os formatos.

Isto posto, porém, a verdade é que a gente passa uns maus bocados com o pouco caso dos canais com a qualidade do que oferecem a nós, mortais telespectadores. Em especial na TV por assinatura.

Já desabafei aqui contra sinopses incríveis, comentei isso em papo sobre televisão com meu amigo Sérgio Brito. Mas há coisa pior – ou tão ruim quanto.

A impressão que dá é que ninguém liga mesmo com qualidade. Parece que tudo é feito – e transmitido – nas coxas. Aliás, um mal que invade todos os segmentos sociais: o descuido com o trabalho. Não se faz questão de trabalhar direito. Na TV, os exemplos são constantes.

Nesta amanhã, acordei e o HBO Family ia passar uma animação chamada “Os Supremos”, cuja sinopse mencionava o Capitão América. Bem, sou do tempo em que crianças e adolescentes liam. E liam muitas histórias em quadrinhos. Li muitas revistas da Marvel, a gigante de HQ. E nunca ouvira – ou lera – sobre esses tais “Supremos”. Quando começa o desenho, a voz pomposa anuncia: “Os Supremos”. Enquanto isso, a cartela de abertura mostrava “Ultimate Avengers”. “Epa!”, penso eu. “São os Vingadores!” Qualquer um que conheça um pouco do universo Marvel percebe isso. E durante a história o grupo de super-heróis é chamado de… Vingadores! Ora, bolas: de onde diabos tiraram o tal “Supremos” do título em português?

Ver filmes nos canais Cinemax, cuja programação eu gosto muito, é uma tortura. As legendas são eletrônicas e nunca entram no tempo certo – quando entram. Muitas vezes desaparecem no meio das cenas. Um verdadeiro pisca-pisca d elegendas. No meu caso, em particular, quando o filme é de língua inglesa (especialmente do Reino Unido) ainda dá para segurar – desde que não seja recheado de termos científicos. Mas e as produções de línguas menos conhecidas, especialmente asiáticas? Ou mesmo francesas, alemãs…?

Já no Megapix, caí na asneira de parar em “Instintos Primitivos”. Envolvia homens de meia-idade e paternidade, coisas assim. Apesar dos filmes desse canal serem dublados, o que é muito ruim quando há diálogos interessantes e boas interpretações, sosseguei os dedos no controle remoto e fiquei lá, assistindo… até o momento em que, durante o diálogo de uma cena, no meio de uma frase, entra um intervalo de maneira absolutamente abrupta. Algo que revela uma tremenda falta de cuidado e de respeito com o assinante. Já é difícil aturar todos aqueles comerciais do Megapix (que eles juram serem os menores da TV). Cortando assim, então, impossível. Até nunca mais, Megapix.

Fica difícil assim. Num canal, o legendário sapateador Bojangles virou “ela”, ou seja: sapateadora, o que dispensa comentários. Em outro, de documentários, o não menos legendário projetista de Fórmula 1 Colin Chapman, criador da Lotus, “era piloto nos anos 70”. Algo como dizer que Pelé foi treinador.

Respeito é bom e o assinante, que paga caro, merece. Mas a maioria dos canais de TV por assinatura não está nem aí para isso. E ninguém faz nada. Não seria o caso da Anatel ter algum setor que servisse ao menos de meio para que o assinante denunciasse essas coisas e o órgão cobrasse dos canais?

A mim, soa meio como um estelionato: a gente paga e recebe qualquer coisa de qualquer jeito. O consumidor quer, ao menos, respeito.