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Posts Tagged ‘São Januário’

FUTEBOL ► Frágil punição ao Vasco incentiva violência nos campos do país

19 de julho de 2017 Deixe um comentário

Me desculpe meu compadre, me desculpe minha esposa, me desculpem vascaínos queridos afins, mas a pena imposta ao Vasco pelo vandalismo na partida contra o Flamengo realizada em São Januário é um sinal verde para a violência – já exacerbada – que ronda o futebol brasileiro.

Seis jogos de punição, com perda de mando de campo, não é uma pena – é uma piada.

De mau gosto.

Daqui a duas semanas esses seis jogos viram duas cestas básicas.

Outra piada de mau gosto – mas esta ao menos não ameaça o torcedor.

E ninguém foi preso, claro. Leia mais…

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FUTEBOL ► Marcar jogos para 22h é uma calhordice

3 de setembro de 2010 Deixe um comentário

Não gosto de usar palavras de baixo calão ou ofensas em geral, sempre digo que é falta de recurso linguístico ou de respeito, mas não lembrei nada mais alto que “calhordice” que fosse apropriado para o título do post.

Claro, há exceções em relação a esse horário. Uma decisão, competições internacionais ou que envolvam jogos seguidos, como Olimpíadas, Pan-americanos… Mas são circunstâncias excepcionais. O fato é que quarta-feira passada, dia 1º de setembro, estive no Maracanã para torcer pelo meu Fluminense contra o Palmeiras e mais uma vez me revoltei com a imbecilidade do horário de 22h.

Veja você que o jogo acaba por volta da meia-noite (aliás, nome de um filme excelente, “Por Volta da Meia-Noite”, de Bertrand Tavernier). Daí que é preciso andar bastante até o carro, já que há pouca possibilidade de estacionamento no entorno do estádio. E eu, que sairia dali para a Barra da Tijuca, cheguei uma hora da manhã no trabalho. Isso porque eu trabalharia à noite. Atrasado, tendo que compensar nos dias seguintes (antes já adiantara algo no serviço).

Mas essa é uma situação, por incrível que pareça, satisfatória, pois eu não ia para casa e ainda estava de carro.

Se eu fosse para casa, chegaria por volta de 1h também, sendo que, fosse um trabalhador de horário convencional, provavelmente áàs 5h deveria estar de pé novamente. Mas isso de carro…

Estivesse de ônibus, como moro na Ilha do gGovernador, chegaria, com sorte, ali por 1h30min. Provavelmente, um pouco além. E teria que levantar às 5h.

Mas poderia ser pior, poderia morar mais distante ainda. Para aqueles ignorantes (entenda no sentido que quiser) que defendem o estúpido horário, vale informar que há uma grande diferença entre 23h e meia-noite para quem se utiliza de transporte coletivo numa cidade como o Rio de Janeiro. Qualquer cidadão trabalhador sabe que, depois de meia-noite, a maioria das linhas opera somente com o que era chamado de “bacurau” (ainda chama-se assim?), um ou dois carros apenas fazendo o trajeto, indo e vindo, na base de um passando a cada hora, dependendo da distancia a ser percorrida.

Isso fora o problema de segurança, inerente a quem encara as ruas no início da madrugada em qualquer grande metrópole.

E veja que estou falando do Maracanã, um estádio no Centro da cidade, bem localizado, mais seguro em seu entorno. Há estádios em regiões com condições ainda piores de segurança e transporte, como o Engenhão ou São Januário. Quem vai nessa?

Então você, que tem um juízo mais apurado ou que não pode se arriscar com horário e até com a condição física (cansaço) por causa de trabalho, não vai a campo, fica em casa. Se for, provavelmente não levará as crianças, que acordam cedo para estudar. E, convenhamos, 22h não é hora de se levar criança para a rua. A esposa provavelmente também não vai. A minha acorda muito cedo, não aguentaria o tranco.

Mas os cretinos que marcam jogos de futebol nesse horário não têm esse problema. Para a Rede Globo, responsável com o aval da CBF por essa total falta de respeito com o torcedor (como se a Rede Globo tivesse respeito por algo que não fosse seus próprios e muitas vezes duvidosos interesses), o que importa é sua grade de programação. E pior que isso: conta com a conivência covarde dos profissionais de suas diferentes mídias que fingem não ver o absurdo ou, pior ainda, defendem o déspota horário (já postei sobre isso aqui).

Esses profissionais pelegos não pegam condução, não têm problema de estacionamento, não põem os pés na rua nem acordam cedo. São levados em transporte da empresa, entregues diretamente dentro do estádio e depois, muitas vezes, nem pela empresa voltam, são levados direto para casa. Simples assim. Depois fazem vistas grossas para uma verdadeira agressão ao torcedor ou defendem o horário, enquanto disparam discursos moral e eticamente hipócritas contra dirigentes e personagens do esporte em geral.

E ainda há quem reclame do público presente aos estádios. Fala sério…

É a minha opinião.