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FLUMINENSE ► Prejudicado pela arbitragem, Fluminense fica no empate com o Vitória

30 de outubro de 2016 Deixe um comentário
O cartão vermelho virou cartão de crédito

O cartão vermelho que virou cartão de crédito

Eu poderia escrever sobre esse jogo – o primeiro que pude ver no estádio este ano, um recorde negativo em minha carreira de torcedor – abordando o óbvio, o mais do mesmo: Flu sucumbe a falhas táticas e fracassa novamente.

Mas vi tanto jornalista esportivo limitado, desatento ou descompromissado falando asneira sobre o primeiro gol do Fluminense que não consegui me conter de defender minhas cores argumentando com o óbvio.

E olha que estou de bom humor. Mas é que nessas horas sempre imagino Nelson Rodrigues clamando a plenos pulmões: “Idiotas da objetividade! Idiotas da objetividade!”

O fato é que o Fluminense foi tremendamente prejudicado pela arbitragem do pernambucano Nielson Nogueira Dias na partida contra o Vitória, que terminou empatada em 2 x 2.

No lance do gol de empate do Fluminense, nosso primeiro gol, o zagueiro Victor Ramos, último homem da linha defensiva, já amarelado, puxa clara e acintosamente o atacante Wellington pela camisa quando o 11 tricolor entrava livre na área.

Um lance de cartilha que vale o cartão amarelo em qualquer setor do campo. Ali, muitos até aplicam o vermelho direto. Mas o juiz, pessimamente orientado pelo auxiliar, achou de marcar pênalti e cometeu o crime de não expulsar o zagueiro!

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CINEMA ► De Woody Allen aos tempos de Luiz Severiano Ribeiro: “Cinema é a maior diversão”

4 de março de 2012 Deixe um comentário

Acho até que já andei escrevendo coisa parecida por aqui. Mas sempre que o controle remoto esbarra em um filme de Woody Allen a primeira coisa que me vem à cabeça é aquele slogan que marcou época do grupo de cinemas Luiz Severiano Ribeiro: “Cinema é a maior diversão”.

Memória direta para os cinemas da Cinelândia, a quase uma hora de viagem balançante, cruzando a Avenida Brasil a bordo do 326 (Bancários-Castelo), muitas vezes com aquele recado básico deixado para a mãe junto ao telefone: “Fui ao cinema na cidade.”

É, porque para quem morava (moro ainda) na Ilha do Governador, principalmente adolescente, ir ao Centro naqueles tempos, passando da ponte e saindo da Ilha, era como ir “à cidade”. Outra cidade.

Normalmente, a “viagem” era logo depois do almoço, para chegar ao cinema antes da 15h e aproveitar a promoção de pagar um ingresso bem baratinho. Com sorte – e alguma grana sobrando – ainda dava para assistir a outro filme na mesma tarde.

E a Cinelândia, para um garoto que, além de amar Elvis e gostar dos Beatles (mais, graças à tia Ester) e dos Rolling Stones (menos, graças à tia Ester), adorava ir ao cinema, era um paraíso em terra.

A começar pelo Metro Boavista, o melhor cinema do Rio de Janeiro, com sua imensa tela que fazia a cortina parecer levar horas para abrir. O cinema perfeito: tela imensa, decoração bonita e visão desobstruída. Foi no Metro que vi uma das cenas que mais marcaram minha história cinematográfica. E não foi na tela. Ocorreu durante “Indiana Jones e o Templo da Perdição”, a segunda aventura de Indy nas telonas (no caso do Metro, telona mesmo). Por algum motivo, só consegui ir a uma sessão no final da tarde ou início da noite. Isso implicava na companhia de muitos engravatados, o pessoal que saía de seus escritórios de trabalho ali no Centro direto para o cinema. Uma plateia diferente, por certo. Leia mais…

FUTEBOL ► Choro de Tite esconde erros de arbitragem que prejudicaram o Vitória e ameaçam futuro do clube baiano no Brasileirão

22 de novembro de 2010 1 comentário

O treinador Tite – todos dizem – é um bom sujeito. Eu também acho. Mas futebol, resultados, pressão, momentos decisivos… Essas coisas mexem com a razão das pessoas. Deveria mexer apenas com o bom senso do torcedor, mas mexe também com a cabeça de profissionais.

O técnico do Corinthians passou a semana inteira defendendo a marcação do pênalti que decidiu a partida entre Corinthians e Cruzeiro na rodada passada. Bateu tanto nessa tecla que desviou o foco de outros erros graves que prejudicaram a equipe mineira.

Depois do jogo de ontem, rodada seguinte, Tite, de defensor intransigente da autonomia da arbitragem, passou a chorar a marcação do pênalti que deu o empate ao Vitória contra o Corinthians em Salvador. Um choro que se torna hipócrita, já que Tite, como um bom torcedor faria, ignora erros graves da arbitragem que possivelmente impediram a derrota do clube paulista na Bahia e podem custar caro às pretensões do Vitória de permanecer na divisão principal do futebol brasileiro.

A cortina de fumaça de Tite ajuda a esconder o fato do árbitro não ter expulsado o jogador (Ralf) que cometeu o pênalti (já tinha o amarelo e passou batido pela infração máxima), o erro do bandeira que assinalou impedimento do atacante Júnior, do Vitória, em lance claro de gol e o pênalti claro que o bom goleiro Júlio Cesar cometeu ao derrubar pelas costas o atacante adversário Adaílton.

Ironia das ironias, esse último lance foi algo semelhante ao que originou o pênalti dado ao Corinthians contra o Cruzeiro. Com uma única diferença: o lance no Barradão foi bem mais nítido que o ocorrido entre o zagueiro Gil e o centroavante Ronaldo. Foi pênalti mesmo.

Mas esses lances Tite não comenta…