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FLUMINENSE ► O Fluminense 2016: a vantagem de ser invisível – mas pode chamar de “Só a Baixada salva o Fluminense do Levir Culpi!”

Eu estava evitando escrever sobre o Fluminense. Ando ocupado, tenho ainda pouca tolerância com o errado… Mas é o Fluminense. E são registros meus.

Querendo ou não, parte de mim, de minha vida. Então acabei até me perdendo em teclas, mais ou menos como nosso treinador em relação ao time, tentando entender o ano tricolor. Um ano estranho, mambembe, sem Maracanã, ouvindo minha princesa de 5 anos perguntar a toda hora: “Papai, quando vamos no jogo no Fluminense outra vez?”

O Fluminense fez – ou faz – quase tudo errado neste Brasileirão de 2016. Ou quase tudo para que estivesse fazendo um mau campeonato.

No início, o time era um dos apontados como favorito para brigar em cima. Carecia de um meia (que eu, inclusive, dizia que Diego, ex-Santos, era um ótimo nome disponível – o Flamengo também achou isso…), um lateral esquerdo (Fábio Santos estava dando sopa, o Galo pegou…). mas havia grupo com nomes e razoável talento suficientes para conseguir algo mais do que apenas fazer figuração.

De repente, viu-se sem seus dois jogadores que poderiam fazer uma diferença a mais, que o colocavam naquele patamar acima. Direta ou indiretamente, pelas mãos do treinador Levir Culpi o Flu perdeu Diego Souza e Fred.

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Publicado por em 17 de outubro de 2016 em Fluminense, Futebol

 

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RIO 2016 ► Paraolimpíadas Rio 2016: os Jogos inesquecíveis

paraolimpiada_rio_2016Durante a cerimônia de encerramento das Paraolimpíadas Rio 2016, (aliás, o ponto fraco de todo o evento, ao meu ver), Penny Briscoe, que chefiou a delegação britânica, disse ao Channel 4 londrino:

“O clima no campo tem sido fantástico. Os atletas realmente gostaram de competir aqui no Rio. E não apenas por causa do nosso desempenho, mas porque os brasileiros promoveram Jogos Olímpicos fantásticos! ”

Nesses casos, é sempre interessante ouvir a opinião estrangeira PARA os estrangeiros, não preocupada em ferir suscetibilidades por aqui.

E a opinião do dirigente britânico, que certamente ainda tem em mente o trabalho que seu país realizou em 2012, reforça minha ideia de considerar os Jogos Paraolímpicos do Rio superiores aos Jogos Olímpicos. Sem favor algum.

a37fa1bc2f738c04979f8a4f40122538Poderíamos começar argumentando com o número de ingressos vendidos.

E daí poderíamos passar aos resultados. Houve muitos resultados. Os atletas invariavelmente batiam suas marcas, objetivo maior para o evento máximo do esporte, o que não aconteceu na mesma proporção nas Olimpíadas.

E até falaríamos do Tom, o mascote. O Vinícius, mascote olímpico, que me desculpe, mas o Tom, com sua cabeleira verde e amarela que no pódio ganhava a cor da medalha conquistada por cada atleta, roubou a cena: medalha de ouro.

Eu entendo que houve mais histórias, mais heróis, recordes, emoção, mais calor humano…

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Publicado por em 30 de setembro de 2016 em Esporte, Rio 2016

 

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MUNDO ► O (bom) terremoto provocado pelo quarterback Colin Kaepernick

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O quarterback Colin Kaepernick fazendo um de seus maiores lançamentos

Grandes eventos esportivos são oportunidades únicas de se fazer ouvir pelo mundo inteiro com uma certa proteção. Assim como os etíopes citados na postagem anterior fizeram na Rio 2016.

E os atletas estão começando a perceber isso de uma forma mais clara.

A área de São Francisco, nos Estados Unidos, está destinada a um grande terremoto. Infelizmente. É uma questão geológica. O povo vive em sobressalto com abalos menores imaginando se “desta vez” não é “o” terremoto.

Só que o abalo que fez tremer não só a região, como todo o país, não foi o sísmico ainda, veio do esporte. Uma semana após o fim das Olimpíadas, um jogador de futebol americano eventualmente fora dos holofotes da NFL (a liga profissional dos EUA) causou furor ao se recusar a cantar o hino nacional antes de uma partida.

Foi Colin Kaepernick, quarterback do tradicional San Francisco 49ers.

E ele não apenas não cantou como sequer ficou de pé durante toda a execução.

Depois ele explicou o que para muitos, a princípio, pareceu um gesto antipatriótico:

“Eu não vou ficar de pé para mostrar orgulho pela bandeira de um país que oprime pessoas negras e pessoas de cor.” Continue lendo…

 
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Publicado por em 21 de setembro de 2016 em Mundo

 

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RIO 2016 ► O protesto etíope da Paraolimpíada: “Eu não voltarei para casa porque, se eu voltar, serei morto.”

paraolimpiada_rio_2016Escrevi por aqui, como meu destaque olímpico, o protesto feito pelo maratonista etíope Feyisa Lilesa, denunciando arbitrariedades e crimes cometidos pelo governo de seu país.

Agindo assim, Feyisa Lilesa colocou em risco a própria vida como a de seus familiares.
Quanto aos familiares, não se sabe como estão. Já Feyisa ainda não teve coragem de voltar para casa. Por mais que o governo etíope tenha lhe dado garantias, ele não confia muito nisso.

Eu também não confiaria.

Por ora, Feyisa Lilesa está exilado em Nova York, decidindo o próximo passo de sua vida.

Mas o maratonista olímpico não foi o único atleta do país a aproveitar a visibilidade de um grande evento para denunciar ao mundo o mal que assola sua terra e se manifestar em defesa do povo Oromo.

tamiru-demisse Tamiru Demisse cruza os punhos na chegada dos 1.500m rasos,
categoria T13, dos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeirotamiru-demisse-2

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Publicado por em 20 de setembro de 2016 em Esporte, Rio 2016

 

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RIO 2016 ► Minha Olimpíada resumida esporte a esporte

rio_2016Bem, as Paraolimpíadas (me recuso a digitar Paralimpíada, viola nossa língua…) terminaram e eu não terminei de registrar o que gostaria sobre as Olimpíadas Rio 2016. Mas vou preencher essa lacuna hoje.

Decidi escrever um pouco sobre cada esporte do programa olímpico. Sem maior profundidade ou compromisso. Mas algo que ajude a me lembrar do que acompanhei em mais uma edição de Jogos Olímpicos.

Já disse como eu gosto de Jogos Olímpicos? Pois é. E aqui em casa isso vai passar à próxima geração: minha princesa de 5 anos está arrasada com o fim das Olimpíadas e das Paraolimpíadas. Puxou o pai…

Atletismo – O rei dos reis das modalidades olímpicas. Se os Jogos Olímpicos pudessem ser resumidos em uma modalidade, essa seria o atletismo. Assisto a tudo que posso. Da confirmação da lenda Bolt à surpresa brasileira de Thiago Braz, tudo tem um ar épico em um estádio olímpico. Apesar da medalha solitária de Thiago, o Brasil teve resultados bem razoáveis, com um número relevante de finalistas em relação a competições anteriores. Sempre uma modalidade 10, nota 10!

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Publicado por em 19 de setembro de 2016 em Esporte, Rio 2016

 

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RIO 2016 ► Renaud Lavillenie e a triste arte de reforçar um estereótipo negativo

rio_2016Renaud Lavillenie, o francês chorão, medalha de prata no salto com vara na Rio 2016, viola o princípio que eu considero básico do esporte de competição: o da superação.

É de uma geração de atletas mimados que hoje existem em diversos esportes. Inclusive no atletismo.

Atletas padrão Fifa, uma entidade que considera que esporte deve ser disputado em uma atmosfera teatral, com os competidores assumindo ares de diva.

Uma grande estupidez.

Porque o que todo mundo gosta de ver em um grande campeão é capacidade de superação. Superação de tempo, ambiente, condições de pista, campo, adversários, torcida, arbitragem…

E Lavillenie está longe de ser capaz disso.

Porque é um fraco.

Quem é o francês na foto?

Quem é o francês na foto?

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Publicado por em 8 de setembro de 2016 em Esporte, Rio 2016

 

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