FUTEBOL ► Frágil punição ao Vasco incentiva violência nos campos do país

19 de julho de 2017 Deixe um comentário

Me desculpe meu compadre, me desculpe minha esposa, me desculpem vascaínos queridos afins, mas a pena imposta ao Vasco pelo vandalismo na partida contra o Flamengo realizada em São Januário é um sinal verde para a violência – já exacerbada – que ronda o futebol brasileiro.

Seis jogos de punição, com perda de mando de campo, não é uma pena – é uma piada.

De mau gosto.

Daqui a duas semanas esses seis jogos viram duas cestas básicas.

Outra piada de mau gosto – mas esta ao menos não ameaça o torcedor.

E ninguém foi preso, claro. Leia mais…

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BRASIL ► Casa grande e senzala: até quando este país vai ser reduzido a uma fazenda de engenho colonial?

O vídeo a seguir, distribuído no YouTube pelo canal da HBO Brasil, é do novo programa de Gregório Duvivier.

Uma mordaz lição sobre a cidadania/democracia/igualdade às avessas praticada no Brasil por quem detém o poder e que levou o nome de “Direito ou Privilégio?”.

Mas pode chamar de “Casa Grande ou Senzala?”.

E aí? Onde você se enquadra?

Ou melhor: onde você acha que eles enquadram você?

Na casa grande ou na senzala? veja o vídeo…

FUTEBOL ► “O Árbitro”, por Eduardo Galeano

“O árbitro é arbitrário por definição. Este é o abominável tirano que exerce sua ditadura sem oposição possível e o verdugo afetado que exerce seu poder absoluto com gestos de ópera.

Apito na boca, o árbitro sopra os ventos da fatalidade do destino e confirma ou anula os gols. Cartão na mão, levanta as cores da condenação: o amarelo, que castiga o pecador e o obriga ao arrependimento, ou o vermelho, que o manda para o exílio.

Os bandeirinhas, que ajudam, mas não mandam, olham de fora. Só o árbitro entra em campo; e com toda razão se benze ao entrar, assim que surge diante da multidão que ruge. Seu trabalho consiste em se fazer odiar.

Única unanimidade do futebol: todos o odeiam. É vaiado sempre, jamais é aplaudido.

Ninguém corre mais do que ele. É o único obrigado a correr o tempo todo. Continuar lendo…

RIO DE JANEIRO: Ah, mas se Rayanne fosse branquinha, lourinha, patricinha, de olhos claros e riquinha da Zona Sul carioca…

26 de dezembro de 2016 1 comentário

Rayanne Christini em reprodução do Facebook (O Dia)

Até o Papa seria chamado a intervir.

O Fantástico já teria passado os últimos domingos em pânico e o lixo chamado Veja já teria feito nova capa derramando sangue.

Mas Rayanne Christini era negra, pobre e morava na Baixada Fluminense. Tinha 22 anos e estava grávida de sete meses. Então seu sequestro em plena Central do Brasil não mereceu destaque na capa dos portais de notícias dos maiores grupos de comunicação do país – aqueles mesmos que comandam mais um golpe de estado no Brasil.

Não mereceu destaque porque Rayanne não era branquinha, lourinha, patricinha, de olhos claros nem foi sequestrada em Ipanema.

Foram mortos ela e seu bebê.

Com requintes de crueldade.

A notícia que você não viu na capa do Globo.com nem no UOL pode ser acompanhada pelo link a seguir do portal do jornal O Dia, que denunciou o caso desde seu início e solicitou informações ao pé de cada texto publicado:

Grávida desaparecida na Central do Brasil é encontrada morta

Não é a primeira vez que isso acontece. Nem a segunda. Nem a trigésima-quarta. Ou a centésima. Isso é padrão do “grande” jornalismo patronal brasileiro. A História registra isso. Basta pesquisar. A violência no Rio de Janeiro só começou a chocar a chamada grande mídia quando bateu às portas de quem tem grana, de quem tem “nome”. Continue lendo…

MUNDO ► Sim, ainda pode haver esperança para a humanidade…

1 de dezembro de 2016 Deixe um comentário

star_natalO Homem, nosso irmão maior, sempre acreditou. Ele acredita.

Por mais que eu possa estudar e ler Suas palavras, não posso negar ter quase sempre um pé atras, e algumas vezes os dois, em relação a isso.

Mas vez por outra consigo crer, sim, que a humanidade tenha salvação.

A reação de nossos irmãos sul-americanos – tão discriminados pela “elite” reacionária deste nosso país – à tragédia da Chapecoense é uma prova disso.

E não falo apenas da reação de colombianos…

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FUTEBOL ► A Chapecoense e eu: modesta homenagem de um tricolor

29 de novembro de 2016 1 comentário

Quarta-feira, 23 de novembro de 2016. Atlético Mineiro e Grêmio jogavam a primeira partida da final da Copa do Brasil no Mineirão. Onde trabalho à noite, todas as estações de edição estavam com seus monitores de televisão sintonizados no clássico.

A TV na minha estação, não. Enquanto trabalhava, eu, torcedor do Fluminense desde antes de nascer, ficava de olho na telinha que mostrava o duelo entre a Chapecoense e o San Lorenzo argentino, segunda partida da semifinal da Copa Sul-Americana.

Coração na mão como se ao lado do verde e branco um grená houvesse.

E quase saltei da cadeira quando o goleiro Danilo garantiu a vaga na grande decisão ao defender com o pé um chute da pequena área no lance final da partida. Um feito inédito e merecido para um clube de uma pequena cidade que trabalha com extrema organização e competência para se manter na principal competição do futebol brasileiro.

Um resultado que me deixou particularmente contente, diria até que infantil ou ingenuamente contente, pois tenho com a Chapecoense uma ligação afetiva que vem dos tempos de criança.

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