CULTURA ► Como é bom ler Machado de Assis!

10 de fevereiro de 2018 Deixe um comentário

Outro dia, por um acaso desses cada vez mais raros na vida, tive a felicidade de encontrar tempo para passá-lo com um de meus melhores prazeres: a leitura!

Sabe aquela leitura descompromissada, casual, do livro que cai em mãos, por puro prazer? Pois é, foi o que aconteceu com “Histórias da Meia-Noite”, do eterno mestre Machado de Assis.

Havia literalmente décadas que eu lera pela última vez um Machado de Assis. E por obrigação escolar ou universitária.

E depois de tantos anos voltar a ler Machado foi como redescobrir o prazer da leitura. Algo que me fez exclamar para mim mesmo:  “Mas como é bom ler Machado de Assis!”

Parece que às vezes esquecemos coisas tão óbvias assim.

A riqueza das construções machadianas, a categoria no uso das palavras, a perspicácia nas observações sociais, a capacidade de levar o leitor a uma viagem fantástica e atemporal ao palco das ações… É de fazer o amante da leitura sentir-se embriagado de prazer. Leia mais…

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FUTEBOL ► Internacional x Luverdense é mais uma pá de cal sobre o cadáver do futebol brasileiro

19 de julho de 2017 Deixe um comentário

A esta altura todo mundo que acompanha futebol já sabe da lambança que ocorreu no final da partida do Internacional contra o Luverdense em Porto Alegre por mais uma rodada da série B do Campeonato Brasileiro.

O Internacional tropeçava mais uma vez em casa, novamente com um futebol sôfrego, com seu capitão D’Alessandro às raias da histeria, quando a arbitragem entrou em ação e deu um decisivo gol da vitória no final da prorrogação.

É, porque todo jogo em casa do Colorado na série B tem prorrogação…

O lance, sinteticamente: um atacante foi lançado em posição de impedimento e partiu em direção à bola. O auxiliar levantou a bandeira, o juiz não entendeu ou não concordou, o auxiliar se arrependeu ou quis confirmar – não importa o que ele diga depois, o que vale é a impressão que ele passou na hora – e simplesmente invadiu o campo acenando seu instrumento de trabalho e desviando toda a atenção da zaga do Luverdense, que parou no lance enquanto Sua Senhoria pateticamente tentava mandar o jogo seguir.

Lance de pelada.

Só que em pelada isso dá até em tiro. Leia mais…

FUTEBOL ► Frágil punição ao Vasco incentiva violência nos campos do país

19 de julho de 2017 Deixe um comentário

Me desculpe meu compadre, me desculpe minha esposa, me desculpem vascaínos queridos afins, mas a pena imposta ao Vasco pelo vandalismo na partida contra o Flamengo realizada em São Januário é um sinal verde para a violência – já exacerbada – que ronda o futebol brasileiro.

Seis jogos de punição, com perda de mando de campo, não é uma pena – é uma piada.

De mau gosto.

Daqui a duas semanas esses seis jogos viram duas cestas básicas.

Outra piada de mau gosto – mas esta ao menos não ameaça o torcedor.

E ninguém foi preso, claro. Leia mais…

BRASIL ► Casa grande e senzala: até quando este país vai ser reduzido a uma fazenda de engenho colonial?

O vídeo a seguir, distribuído no YouTube pelo canal da HBO Brasil, é do novo programa de Gregório Duvivier.

Uma mordaz lição sobre a cidadania/democracia/igualdade às avessas praticada no Brasil por quem detém o poder e que levou o nome de “Direito ou Privilégio?”.

Mas pode chamar de “Casa Grande ou Senzala?”.

E aí? Onde você se enquadra?

Ou melhor: onde você acha que eles enquadram você?

Na casa grande ou na senzala? veja o vídeo…

FUTEBOL ► “O Árbitro”, por Eduardo Galeano

“O árbitro é arbitrário por definição. Este é o abominável tirano que exerce sua ditadura sem oposição possível e o verdugo afetado que exerce seu poder absoluto com gestos de ópera.

Apito na boca, o árbitro sopra os ventos da fatalidade do destino e confirma ou anula os gols. Cartão na mão, levanta as cores da condenação: o amarelo, que castiga o pecador e o obriga ao arrependimento, ou o vermelho, que o manda para o exílio.

Os bandeirinhas, que ajudam, mas não mandam, olham de fora. Só o árbitro entra em campo; e com toda razão se benze ao entrar, assim que surge diante da multidão que ruge. Seu trabalho consiste em se fazer odiar.

Única unanimidade do futebol: todos o odeiam. É vaiado sempre, jamais é aplaudido.

Ninguém corre mais do que ele. É o único obrigado a correr o tempo todo. Continuar lendo…

RIO DE JANEIRO: Ah, mas se Rayanne fosse branquinha, lourinha, patricinha, de olhos claros e riquinha da Zona Sul carioca…

26 de dezembro de 2016 1 comentário

Rayanne Christini em reprodução do Facebook (O Dia)

Até o Papa seria chamado a intervir.

O Fantástico já teria passado os últimos domingos em pânico e o lixo chamado Veja já teria feito nova capa derramando sangue.

Mas Rayanne Christini era negra, pobre e morava na Baixada Fluminense. Tinha 22 anos e estava grávida de sete meses. Então seu sequestro em plena Central do Brasil não mereceu destaque na capa dos portais de notícias dos maiores grupos de comunicação do país – aqueles mesmos que comandam mais um golpe de estado no Brasil.

Não mereceu destaque porque Rayanne não era branquinha, lourinha, patricinha, de olhos claros nem foi sequestrada em Ipanema.

Foram mortos ela e seu bebê.

Com requintes de crueldade.

A notícia que você não viu na capa do Globo.com nem no UOL pode ser acompanhada pelo link a seguir do portal do jornal O Dia, que denunciou o caso desde seu início e solicitou informações ao pé de cada texto publicado:

Grávida desaparecida na Central do Brasil é encontrada morta

Não é a primeira vez que isso acontece. Nem a segunda. Nem a trigésima-quarta. Ou a centésima. Isso é padrão do “grande” jornalismo patronal brasileiro. A História registra isso. Basta pesquisar. A violência no Rio de Janeiro só começou a chocar a chamada grande mídia quando bateu às portas de quem tem grana, de quem tem “nome”. Continue lendo…