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Archive for the ‘Futebol’ Category

FUTEBOL ► Internacional x Luverdense é mais uma pá de cal sobre o cadáver do futebol brasileiro

19 de julho de 2017 Deixe um comentário

A esta altura todo mundo que acompanha futebol já sabe da lambança que ocorreu no final da partida do Internacional contra o Luverdense em Porto Alegre por mais uma rodada da série B do Campeonato Brasileiro.

O Internacional tropeçava mais uma vez em casa, novamente com um futebol sôfrego, com seu capitão D’Alessandro às raias da histeria, quando a arbitragem entrou em ação e deu um decisivo gol da vitória no final da prorrogação.

É, porque todo jogo em casa do Colorado na série B tem prorrogação…

O lance, sinteticamente: um atacante foi lançado em posição de impedimento e partiu em direção à bola. O auxiliar levantou a bandeira, o juiz não entendeu ou não concordou, o auxiliar se arrependeu ou quis confirmar – não importa o que ele diga depois, o que vale é a impressão que ele passou na hora – e simplesmente invadiu o campo acenando seu instrumento de trabalho e desviando toda a atenção da zaga do Luverdense, que parou no lance enquanto Sua Senhoria pateticamente tentava mandar o jogo seguir.

Lance de pelada.

Só que em pelada isso dá até em tiro. Leia mais…

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FUTEBOL ► Frágil punição ao Vasco incentiva violência nos campos do país

19 de julho de 2017 Deixe um comentário

Me desculpe meu compadre, me desculpe minha esposa, me desculpem vascaínos queridos afins, mas a pena imposta ao Vasco pelo vandalismo na partida contra o Flamengo realizada em São Januário é um sinal verde para a violência – já exacerbada – que ronda o futebol brasileiro.

Seis jogos de punição, com perda de mando de campo, não é uma pena – é uma piada.

De mau gosto.

Daqui a duas semanas esses seis jogos viram duas cestas básicas.

Outra piada de mau gosto – mas esta ao menos não ameaça o torcedor.

E ninguém foi preso, claro. Leia mais…

FUTEBOL ► “O Árbitro”, por Eduardo Galeano

“O árbitro é arbitrário por definição. Este é o abominável tirano que exerce sua ditadura sem oposição possível e o verdugo afetado que exerce seu poder absoluto com gestos de ópera.

Apito na boca, o árbitro sopra os ventos da fatalidade do destino e confirma ou anula os gols. Cartão na mão, levanta as cores da condenação: o amarelo, que castiga o pecador e o obriga ao arrependimento, ou o vermelho, que o manda para o exílio.

Os bandeirinhas, que ajudam, mas não mandam, olham de fora. Só o árbitro entra em campo; e com toda razão se benze ao entrar, assim que surge diante da multidão que ruge. Seu trabalho consiste em se fazer odiar.

Única unanimidade do futebol: todos o odeiam. É vaiado sempre, jamais é aplaudido.

Ninguém corre mais do que ele. É o único obrigado a correr o tempo todo. Continuar lendo…

MUNDO ► Sim, ainda pode haver esperança para a humanidade…

1 de dezembro de 2016 Deixe um comentário

star_natalO Homem, nosso irmão maior, sempre acreditou. Ele acredita.

Por mais que eu possa estudar e ler Suas palavras, não posso negar ter quase sempre um pé atras, e algumas vezes os dois, em relação a isso.

Mas vez por outra consigo crer, sim, que a humanidade tenha salvação.

A reação de nossos irmãos sul-americanos – tão discriminados pela “elite” reacionária deste nosso país – à tragédia da Chapecoense é uma prova disso.

E não falo apenas da reação de colombianos…

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FUTEBOL ► A Chapecoense e eu: modesta homenagem de um tricolor

29 de novembro de 2016 1 comentário

Quarta-feira, 23 de novembro de 2016. Atlético Mineiro e Grêmio jogavam a primeira partida da final da Copa do Brasil no Mineirão. Onde trabalho à noite, todas as estações de edição estavam com seus monitores de televisão sintonizados no clássico.

A TV na minha estação, não. Enquanto trabalhava, eu, torcedor do Fluminense desde antes de nascer, ficava de olho na telinha que mostrava o duelo entre a Chapecoense e o San Lorenzo argentino, segunda partida da semifinal da Copa Sul-Americana.

Coração na mão como se ao lado do verde e branco um grená houvesse.

E quase saltei da cadeira quando o goleiro Danilo garantiu a vaga na grande decisão ao defender com o pé um chute da pequena área no lance final da partida. Um feito inédito e merecido para um clube de uma pequena cidade que trabalha com extrema organização e competência para se manter na principal competição do futebol brasileiro.

Um resultado que me deixou particularmente contente, diria até que infantil ou ingenuamente contente, pois tenho com a Chapecoense uma ligação afetiva que vem dos tempos de criança.

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FLUMINENSE ► Prejudicado pela arbitragem, Fluminense fica no empate com o Vitória

30 de outubro de 2016 Deixe um comentário
O cartão vermelho virou cartão de crédito

O cartão vermelho que virou cartão de crédito

Eu poderia escrever sobre esse jogo – o primeiro que pude ver no estádio este ano, um recorde negativo em minha carreira de torcedor – abordando o óbvio, o mais do mesmo: Flu sucumbe a falhas táticas e fracassa novamente.

Mas vi tanto jornalista esportivo limitado, desatento ou descompromissado falando asneira sobre o primeiro gol do Fluminense que não consegui me conter de defender minhas cores argumentando com o óbvio.

E olha que estou de bom humor. Mas é que nessas horas sempre imagino Nelson Rodrigues clamando a plenos pulmões: “Idiotas da objetividade! Idiotas da objetividade!”

O fato é que o Fluminense foi tremendamente prejudicado pela arbitragem do pernambucano Nielson Nogueira Dias na partida contra o Vitória, que terminou empatada em 2 x 2.

No lance do gol de empate do Fluminense, nosso primeiro gol, o zagueiro Victor Ramos, último homem da linha defensiva, já amarelado, puxa clara e acintosamente o atacante Wellington pela camisa quando o 11 tricolor entrava livre na área.

Um lance de cartilha que vale o cartão amarelo em qualquer setor do campo. Ali, muitos até aplicam o vermelho direto. Mas o juiz, pessimamente orientado pelo auxiliar, achou de marcar pênalti e cometeu o crime de não expulsar o zagueiro!

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