FUTEBOL ► Fla-Flu: um “Ai, Jesus!”? Não, um vexame!

Não, não vou tripudiar sobre mais uma decisiva atuação de Marcelo de Lima Henrique pró-Flamengo. Mas caramba, como esse senhor dá sorte ao Mengão, hein? E desta vez com apenas 1’ (isso mesmo: 1min… ou 1 minuto… ou um minuto…como queiram) ele já influenciava no rumo da partida.

Mas sobre isso realmente não pretendo me alongar, até porque nada é tão pouco previsível no futebol do que uma trágica atuação de Marcelo de Lima Henrique em um clássico envolvendo o Flamengo. Coincidentemente, atuações normalmente trágicas para os adversários do Rubro-Negro. Certo, Vasco? Botafogo…? Dizem que o futebol é uma caixinha de surpresas. Bem, com Marcelo de Lima Henrique não costuma ser, não…

Enfim, acredite se quiser, mas no Fla-Flu do recente 27 de março Marcelo de Lima Henrique foi o menos pior em campo. Sério! Bem piores foram os dois bandos de supostos jogadores profissionais que envergaram (ou envergonharam?) duas tradicionais camisas do futebol brasileiro agindo como moleques e protagonizando um espetáculo absolutamente repugnante de pontapés, reclamações, valentia, macheza, malandragem e tudo mais o que se queira imaginar e que nada tenha a ver com futebol.

Futebol que, a propósito, não foi visto em campo. Continue lendo

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FUTEBOL ► “O Árbitro”, por Eduardo Galeano

“O árbitro é arbitrário por definição. Este é o abominável tirano que exerce sua ditadura sem oposição possível e o verdugo afetado que exerce seu poder absoluto com gestos de ópera.

Apito na boca, o árbitro sopra os ventos da fatalidade do destino e confirma ou anula os gols. Cartão na mão, levanta as cores da condenação: o amarelo, que castiga o pecador e o obriga ao arrependimento, ou o vermelho, que o manda para o exílio.

Os bandeirinhas, que ajudam, mas não mandam, olham de fora. Só o árbitro entra em campo; e com toda razão se benze ao entrar, assim que surge diante da multidão que ruge. Seu trabalho consiste em se fazer odiar.

Única unanimidade do futebol: todos o odeiam. É vaiado sempre, jamais é aplaudido.

Ninguém corre mais do que ele. É o único obrigado a correr o tempo todo. Continuar lendo…

FLUMINENSE ► O Fluminense 2016: a vantagem de ser invisível – mas pode chamar de “Só a Baixada salva o Fluminense do Levir Culpi!”

Eu estava evitando escrever sobre o Fluminense. Ando ocupado, tenho ainda pouca tolerância com o errado… Mas é o Fluminense. E são registros meus.

Querendo ou não, parte de mim, de minha vida. Então acabei até me perdendo em teclas, mais ou menos como nosso treinador em relação ao time, tentando entender o ano tricolor. Um ano estranho, mambembe, sem Maracanã, ouvindo minha princesa de 5 anos perguntar a toda hora: “Papai, quando vamos no jogo do Fluminense outra vez?”

O Fluminense fez – ou faz – quase tudo errado neste Brasileirão de 2016. Ou quase tudo para que estivesse fazendo um mau campeonato.

No início, o time era um dos apontados como favorito para brigar em cima. Carecia de um meia (que eu, inclusive, dizia que Diego, ex-Santos, era um ótimo nome disponível – o Flamengo também achou isso…), um lateral esquerdo (Fábio Santos estava dando sopa, o Galo pegou…),. mas havia um grupo com nomes e razoável talento, suficientes para conseguir algo mais do que apenas fazer figuração.

De repente, viu-se sem seus dois jogadores que poderiam fazer uma diferença a mais, que o colocavam naquele patamar acima. Direta ou indiretamente, pelas mãos do treinador Levir Culpi o Flu perdeu Diego Souza e Fred.

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RIO 2016 ► Das lágrimas do grande campeão ao americano boa praça: 10 momentos para o livro de recortes

rio_2016Antigamente havia o hábito de recortar jornais e revistas para lembrarmos coisas que não queríamos esquecer. Que queríamos sempre recordar.

Hoje, com o avanço tecnológico que vivemos, nem sei se esse hábito ainda existe (ou resiste).

Eu fazia muito isso em relação às Olimpíadas, por exemplo. Pobre da minha mãezinha que tinha que aturar aquele juntar sem fim de páginas amarelando anos a ano.

Hoje salvamos tudo em HDs, pen-drives, nas nuvens…

Até o dia em que um cataclismo derrube os servidores de todo o planeta… Mas isso é outra história.

Fato é que decidi marcar alguns momentos especiais dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Bons momentos.

Não vi tudo de todos os esportes como gostaria, claro. Mas de tudo que vi decidi registrar alguns momentos que me marcaram e dos quais me lembro neste momento em que teclo. Continuar lendo…

FUTEBOL ► Crônica de aniversário: “A Razão da Grandeza do Fluminense”, por Mário Filho

flu_113O meu Fluminense aniversariou esta semana. Cento e treze anos de História.

Não me prendo mais – nem sei se alguma vez me prendi de verdade – a sair escrevendo conforme as coisas acontecem, por necessidade, conveniência, urgência, factualidade… Tipo presentes impostos.

Sabe aquele negócio de Dia das Mães, Dia dos Namorados…? Você se sente obrigado e coagido a comprar um presente apenas pela data imposta. Mesmo que seja uma pessoa mais parecida comigo, que gosta de comprar lembranças para quem gosta na base do “vi isso e me lembrei de você”. Independentemente de data.

E também assim evito, no calor das emoções, descalibrar meu texto, escrever sem o equilíbrio devido – o que obviamente faço vez por outra. Continuar lendo…

FUTEBOL ► Maracanã, 25 de junho de 1995: Fluminense 3 x 2 Flamengo

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No Jornal da Manchete daquela chuvosa noite de 1995, o botafoguense Márcio Guedes, então comentarista da emissora, deixava de lado o hábito de avaliarmos a grandeza das conquistas esportivas à distância do tempo e afirmava o que seria confirmado com o passar dos anos: “Foi o maior Fla x Flu da História!”

Hoje, 20 anos depois, o “Fla x Flu do Século”, “O Fla x Flu do Gol de Barriga”, “O Fla x Flu Tricolor do Centenário do Flamengo”, “O Fla x Flu da Dança do Aílton com Charles Guerreiro”, “O Fla x Flu do ‘Ame o Rio'” ou qualquer um de seus epítetos continua a ganhar ares cada vez mais míticos.

E eu estava lá. Continuar lendo…