CULTURA ► Como é bom ler Machado de Assis!

Outro dia, por um acaso desses cada vez mais raros na vida, tive a felicidade de encontrar tempo para passá-lo com um de meus melhores prazeres: a leitura!

Sabe aquela leitura descompromissada, casual, do livro que cai em mãos, por puro prazer? Pois é, foi o que aconteceu com “Histórias da Meia-Noite”, do eterno mestre Machado de Assis.

Havia literalmente décadas que eu lera pela última vez um Machado de Assis. E por obrigação escolar ou universitária.

E depois de tantos anos voltar a ler Machado foi como redescobrir o prazer da leitura. Algo que me fez exclamar para mim mesmo:  “Mas como é bom ler Machado de Assis!”

Parece que às vezes esquecemos coisas tão óbvias assim.

A riqueza das construções machadianas, a categoria no uso das palavras, a perspicácia nas observações sociais, a capacidade de levar o leitor a uma viagem fantástica e atemporal ao palco das ações… É de fazer o amante da leitura sentir-se embriagado de prazer. Continue lendo

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MÚSICA ► Saudades de uma dama da música internacional: Cesária Évora

Eu conheci Cesária Évora a trabalho, em vídeo, através de uma apresentação simplesmente mágica realizada no Festival Internacional de Jazz de Montreal no final do século passado.

Acompanhada de músicos maravilhosos, um show de emocionar. Um guitarrista chamado Armando Tito simplesmente inigualável, com um solo inesquecível em “Sodade”.

A cantora cabo-verdiana, conhecida como “a diva de pés no chão”, abusava do talento e da sensibilidade em um ritmo de sua terra conhecido como morna.

E basta pouco para se notar similaridades entre a morna de Cabo Verde e o nosso tão escondido chorinho. Aliás, a língua também assemelha-se à nossa. Continuar lendo…

IMPRENSA ► Para entender a mídia como o quarto poder: o telefonema de Bonner para Gilmar

atenção_manipulacaoO link original da matéria publicada em 30 de março de 2016 no Vermelho está aqui.

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“Vou dar um exemplo que me chocou. Fui a uma reunião de pauta do Jornal Nacional, e o William Bonner liga para o Gilmar Mendes, no celular, e pergunta. ‘Vai decidir alguma coisa de importante hoje? Mando ou não mando o repórter?’. ‘Depende. Se você mandar o repórter, eu decido alguma coisa importante.’”

Por Paulo Nogueira*, no DCM

 
 Telefone de Bonner para Gilmar Mendes

Telefone de Bonner para Gilmar Mendes

É um trecho de um livro de um professor da USP, Clóvis de Barros Filho. O nome é Devaneios sobre a atualidade do Capital¹.

Barros fez parte de um grupo de acadêmicos convidados a presenciar, uns anos atrás, uma reunião de pauta do JN. A parte do livro em que ele descreve o diálogo jornalística e juridicamente criminoso narra o que, segundo ele, são as relações espúrias entre braços diversos da plutocracia nacional para a manutenção de mamatas e privilégios de uns poucos. Continuar lendo…